Criação, adaptação e validação de instrumentos
Um instrumento com problemas nunca vai gerar uma boa pesquisa. Fique atento ao processo de criação da sua ferramenta. É disso que eu cuido.
Escolha uma técnica para ver a pergunta que ela responde.
AFE, análise fatorial exploratória. Descobre quantos fatores existem por trás dos itens e quais itens pertencem a cada um. É o primeiro passo quando a estrutura do instrumento ainda não é conhecida.
AFC, análise fatorial confirmatória. Testa se a estrutura prevista na teoria se sustenta nos seus dados, com índices de ajuste como CFI, TLI e RMSEA.
TRI, teoria de resposta ao item. Estima a dificuldade e a discriminação de cada item e o nível do respondente na mesma escala, o que ajuda a calibrar e a encurtar o instrumento.
DIF, funcionamento diferencial do item. Verifica se um item se comporta de forma diferente entre grupos (por sexo ou por região, por exemplo) mesmo quando o traço medido é o mesmo.
Invariância de medida. Confere se o instrumento mede o mesmo construto do mesmo jeito em grupos diferentes ou ao longo do tempo. Só depois disso dá para comparar as médias entre eles.
Validade de conteúdo. Juízes avaliam se os itens representam bem o construto, com índices de concordância e revisão da redação antes da coleta.